terça-feira, 21 de maio de 2013

Água - Consumo e Conservação

Como foi mencionado anteriormente, estamos no ano internacional da cooperação pela água, em que deve haver uma maior conscientização sobre os problemas ambientais, principalmente os relacionados a esse líquido, que é muito importante à vida.

Porcentagem de água potável
A água é um recurso muito consumido desde a ingestão que fazemos (apenas para 'matar a sede') até o abastecimento de grandes cidades, seja para uso elétrico, industrial ou de uso doméstico. No entanto, a disponibilidade desse recurso vem reduzindo muito, apesar de ele, na verdade, não ter diminuído sua quantidade desde antes de Cristo (a quantia é a mesma, mas a população humana aumentou, e a disponibilidade de água proporcionalmente diminuiu).

Conforme a água potável representa apenas 3% de toda a quantia existente, (97% não é potável, ou seja, imprópria para consumo) devemos adotar práticas que consigam manter um nível de consumo adequado (não muito maior do que a quantia potável). O exemplo citado anteriormente (da cidade australiana que proibiu venda de água engarrafada) mostra que a tendência é passarmos a nos conscientizar cada vez mais sobre os problemas ambientais e passar a os resolver o mais cedo possível (ou menos tarde).

Nos anos 80, Melbourne conseguiu reduzir o consumo de água em 30%, mostrando que o povo australiano já tem uma consciência ecológica desde um bom tempo; mas isso deve ser aumentado, para que todo o mundo adote práticas de preservação ambiental. Por causa desses motivos, dentre outros, (como poluição das águas, desperdício, racionamento...) a ONU declarou 2013 como o Ano Internacional da Cooperação pela Água.

Fontes/Referências:

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Aspectos naturais.

Os aspectos naturais australianos são riquíssimos e muito variados. Pelo grande território, o país apresenta uma extensa fauna e flora, além de uma diversidade em clima, relevo e vegetação.

Em uma análise geral, observamos que existe uma predominância do clima seco (variando em árido e semiárido), apesar da existência do clima tropical (tanto tropical úmido quanto subtropical, mais nas regiões ao Sudeste, Norte e Noroeste) e também do Mediterrâneo (presente no Sul do país).

Partindo disso, logo entendemos mais acerca da vegetação, uma vez que, pela maior presença do clima seco, consequentemente existem mais desertos (com vegetação rasteira) , a partir da erosão que o solo sofre nessas áreas de baixa pluviosidade. Aliás, o clima e solo dessas áreas são tão secos (desfavorecendo a moradia e a agricultura) que as mesmas apresentam os menores índices populacionais do país. Entretanto, também existem florestas tropicais, justamente nas regiões mais úmidas e não à toa mais populosas.

A vegetação rasteira, característica das áreas desérticas australianas, é abundante no território.

Uma curiosidade interessante é que a estrutura de relevo australiana é bem antiga, por isso, apesar da predominância de planaltos, estes são de elevações apenas suaves, sem a presença de nenhuma grande cadeia montanhosa, mas sim de baixa altitude.

E nesse belíssimo e diversificado ambiente australiano, existem milhares de plantas e animais, preenchendo sua flora e fauna, respectivamente, apesar do grande número de espécies com risco de desaparecer, isto é, de extinção.

Fontes e referências:
Aspectos físicos australianos.
Aspectos naturais da Austrália; Por Eduardo de Freitas


Austrália e a Água

Uma simples garrafa pode afetar a natureza ao longo de um ano
Conforme estamos no "Ano Internacional da Cooperação pela Água", nada mais justo do que falar sobre esse assunto, relacionando-o com a Austrália.

Embora seja um país (praticamente todo o continente da Oceania) rodeado por água, a Austrália não tem um bom histórico de medidas que visassem a preservação dessa "fonte de energia", mas sua meta é reduzir o grande consumo de água no país.

Um exemplo de tentativa ocorreu em 2009, quando uma comunidade na cidade de Bundanoon decidiu, praticamente por unanimidade, proibir a venda de água engarrafada, devido aos possíveis efeitos ambientais causados por tal produção. Essa decisão havia começado quando uma empresa engarrafadora quis extrair água do aquífero. A cidade passou a ser conhecida como a primeira que tomou tal medida (e com total apoio da população).

Paralelamente, a situação australiana, em relação à água, mantém-se num nível problemático, pois o país, com dados de 2012, é o segundo maior consumidor de água no mundo, (cerca de 493 litros por dia) perdendo apenas para os Estados Unidos (595 litros por dia). Recentemente, em fevereiro deste ano, o grupo WWF (ligado à ONU) criticou as medidas de preservação aquífera na Barreira de Corais tomadas pela Austrália, alegando que tinham falhas e deveriam ser feitos mais investimentos na região, que passou a ser considerado um patrimônio mundial "em perigo".

Embora a situação econômica australiana tenha sido mais voltada às indústrias e mineração, (além das exportações) o governo tem feito investimentos para visar a preservação ambiental da Austrália, que, devido ao seu isolamento geográfico, tem fauna e flora diferentes do que costumamos ver.

Fontes/Referências:

domingo, 19 de maio de 2013

Sobre a sua história.

Antes de ser colônia britânica, a Austrália era habitada pelos aborígenes. Nessa época, existiam mais de 500 tribos e 300 dialetos distintos. É interessante analisar que ela já havia sido descoberta por portugueses, espanhóis e holandeses, mas que não se interessaram pelo território. Somente em 1770, o navegador inglês James Cook não apenas o encontrou, como também o reivindicou ao domínio britânico, batizando de Nova Gales do Sul. Entretanto, a colonização só iniciou, de fato, 18 anos depois, em 1788.

De início, eram enviados para a Austrália exclusivamente prisioneiros, processo que foi interrompido cerca de 40 anos depois, quando praticamente todos eles já haviam cumprido os anos de pena e começaram a realmente morar na então colônia, marcando o povoamento na região.

Cartaz do atlas de Nicholas Vallard, provavelmente retratando a costa nordeste australiana. Fonte: Biblioteca Nacional da Austrália


Em 1851, ocorreu um fato marcante: a descoberta de ouro no Sudeste australiano. Tal acontecimento atraiu aventureiros britânicos, chineses e do mundo inteiro, provocando até muitos conflitos pelo minério.

Em 1901 o país se proclamou autônomo do domínio britânico, mesmo que seja evidente que ele só adquiriu uma real independência político-econômica na década de 60, com a exploração de minérios e crescimento industrial que marcaram a expansão econômica australiana.

Fontes e referências:
História da Austrália
História australiana.; por Thais Pacievitch.




sábado, 18 de maio de 2013

Regiões da Austrália

A Austrália é dividida em estados, assim como todo país grande. No entanto, alguns se destacam mais do que outros (bem como as cidades). Para uma rápida compreensão das regiões desse país, haverá comparações com o Brasil, já que nele há diferenças regionais.

Em uma visão simplificada, a divisão australiana é a seguinte:


Apesar de os nomes na imagem estarem em inglês, esses serão apresentados em português. Geograficamente, temos:
  • Nova Gales do Sul (New South Wales na imagem) - Contém Sydney como capital, que é a maior cidade do país, (1/3 da população total) além de outras cidades importantes, como Newcastle. As principais indústrias na Austrália estão situadas a sudeste da região. Devido ao status econômico e à posição geográfica, podemos considerar esse estado como "São Paulo da Austrália".
  • Território do Norte (Northern Territory na imagem) - Possui Darwin como capital, além de ter várias paisagens naturais, como o Ayers Rock (ou Uluri, que é o maior monólito do mundo) e o parque nacional Kakadu. Analogamente, esse estado seria o "Pará da Austrália", pela posição, embora tenha semelhanças com o Amazonas.
  • Austrália Ocidental (Western Australia na imagem) - A capital é Perth, que possui 3/4 da população estadual. Além disso, é o estado australiano mais extenso, embora também seja o menos povoado. Sua área vem sendo usada, principalmente, para extração de ouro e minérios. Pela densidade demográfica, podemos considerar esse estado como "Amazonas da Austrália".
  • Victoria - Tem Melbourne como capital e é o menor estado continental australiano, embora seja o segundo mais populoso. A capital também é a segunda com maior população, e conseguiu se desenvolver com a extração de ouro, além de ser conhecida por "capital cultural australiana" e ter sido a cidade em que surgiu o futebol no país. Economicamente, podemos considerar esse estado como "Rio de Janeiro da Austrália".
  • Austrália do Sul (South Australia na imagem) - Contém Adelaide como capital, que é a quinta cidade mais populosa. Por causa do clima quente e pelo fato de ser o quarto estado populoso, (não por causa da posição geográfica) podemos considerar esse estado como a "Bahia da Austrália".
  • Queensland - A capital, Brisbane, é a terceira mais populosa; e o estado é conhecido por sua Barreira de Corais e possui dias ensolarados, que favorecem a ida às praias. Geograficamente, esse seria o "Ceará da Austrália"; no entanto, algumas características podem o tornar como "Minas Gerais da Austrália".
  • Tasmânia - É o menor estado australiano, que contém Hobart como capital, além de várias atrações ambientais (parques nacionais). De certo modo, podemos comparar esse estado a Fernando de Noronha.
Vale ressaltar, também, que a capital australiana, Canberra, está situada em uma área própria, ("Distrito Federal da Austrália") denominado Território da Capital Australiana, (ACT, como está retratado na imagem) que se situa dentro de Nova Gales do Sul. Além disso, seria bom saber que, durante um bom tempo, Queensland e New South Wales já foram um só estado, que foi dividido após a autorização da rainha Vitória, (na verdade, Queensland se separou de Nova Gales) em 1859.

Charge satirizando a separação de Queensland e Nova Gales do Sul, o que teria motivado o surgimento dos gritos de guerra estaduais


Fontes/Referências:

O comércio australiano e mais sobre sua economia.

Aprofundando acerca da economia australiana, mas também tratando do seu comércio, observamos que o país tem fortes relações comerciais exteriores, sendo, no ranking do FMI, o 18º principal mercado mundial.

Como já foi citado na postagem anterior, a Austrália teve um grande crescimento econômico após a 2ª Guerra Mundial, tanto no setor industrial quanto no minerador, o que levou a muitos lucros com a exportação e, mais a frente com a consequente formação de um mercado consumidor interno, a necessidade de importar produtos, garantindo um ativo comércio, seja vendendo ou seja comprando mercadorias.

O comércio exterior Australiano, apesar da queda em 2009, vêm em crescimento, segundo recentes dados de 2010.

Como também já foi citado anteriormente, ocorreu, nos últimos anos, uma grande entrada de capital chinês em seu mercado interno, o que já representa cerca de 20% do total de suas importações (47,8 bilhões de dólares). Apesar de tudo, o país também exporta bastante para a China, em 27% do total das exportações (74,2 bilhões de dólares). Em uma visão geral, destacam-se, na importação, as máquinas, metais não-ferrosos e produtos químicos. Já na exportação, minérios, carvão e petróleo.

Apesar de ser um país da Oceania, a Austrália prefere comercializar com países asiáticos, como Tailândia, Coreia do Sul, China e Japão. O Brasil ainda não é um de seus fortes parceiros comerciais, apesar das relações entre ambos os países estarem melhorando, como mostra o gráfico abaixo.

O comércio entre Brasil e Austrália apresenta crescimento.

Fontes e referências:
Arquivos e indicadores econômicos.; da "Brasil Global Net".




sexta-feira, 17 de maio de 2013

Economia australiana no mundo

Em uma análise geral, a economia australiana ganhou impulso após a 2ª Guerra Mundial, com o avanço das indústrias na região; embora isso tenha gerado, inicialmente, um monopólio industrial em Sidney e Melbourne. Outras regiões conseguiram obter sucesso industrial, como Vitória e Nova Gales do Sul; o que foi favorecido pela riqueza mineral do território australiano, levando ao rápido desenvolvimento das práticas de mineração no país.

Não só a mineração representa um grande potencial australiano, mas a agricultura contribui muito para a economia do país. O que favorece os lucros na Austrália é a grande diversidade industrial (alimentação, tecnologia de ponta, indústrias de papeis...) e agrícola (uva, trigo, algodão, ...). No entanto, a produção mineral é, de certa forma, mais importante do que as demais, pois o país é um grande exportador de minérios (principalmente diamante, carvão e alumínio).

As palavras destacadas no parágrafo anterior representam alguns dos itens mais importantes na economia australiana, que é a maior produtora de lã e direciona sua tecnologia de ponta aos países da Ásia (mais voltada à exportação). Além disso, o turismo é outra atividade econômica muito relevante, embora atualmente tenha caído com a valorização do dólar australiano, assim como a produção manufaturada.

Charge que demonstra a queda da produção manufaturada na Austrália e a importância da mineração (crédito da charge ao autor; Fonte: Erepublick.com)


Os investimentos na área mineradora são tão grandes que, para desenvolver os demais setores, foi necessária a participação da RBA (Banco da Reserva da Austrália, em português) no incentivo a investir nessas áreas. É também interessante saber que, em 2006, a produção industrial australiana ficou parada, devido a entrada de produtos chineses no mercado interno.

"Nós já chegamos?" é a pergunta que satiriza o possível destino da economia australiana: ser 'devorada' pela China (crédito da charge ao autor; Fonte: 'Rebalancing' economy will be drawn out)

Fontes/Referências:
Vinícius